Após 95 mortes em 6 dias, ministro diz que presídios não saíram do 'controle'.
- Estadão Goiano
- 6 de jan. de 2017
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Nesta sexta (06), em entrevista coletiva para apresentação do plano nacional de segurança, o Ministro da Justiça Alexandre de Moraes, afirmou que o massacre ocorrido na Penitenciária Agrícola de Monte Cristo que terminou com 33 mortes, em Roraima, tratou-se de um "acerto interno de contas" de uma mesma facção criminosa.
Conforme informações do Ministro, informações preliminares apontam que as mortes foram cometidas por membros do PCC, que assinaram rivais integrantes do mesmo grupo.
Alexandre de Moares negou que, com o episódio, a crise prisional tenha "saído do controle" e informou que irá até o estado de Roraima ainda hoje par ase reunir com a governadora, Suely Campos, e demais autoridades estaduais.
"A situação não saiu do controle. É outra situação difícil. Roraima já tinha tido problemas anteriormente. No segundo semestre do ano passado, tivemos 18 mortos, e a situação já vinha sendo monitorada pelas autoridades locais", disse.
Na manhã de hoje, o governo de Roraima havia dito que a chacina era uma represália do PCC ao assassinato de 60 presos em Manaus, contrariando as informações dadas pelo Ministro. Membros do FDN (Família do Norte), que é um grupo aliado ao Comando Vermelho que disputa com o PCC o domínio dos presídios do Norte do país, teria invadido a ala onde ficavam membros do PCC.
Além dos 57mortos no Amazonas e dos 33 em Roraima, foram assassinados também dois presos no presídio Romero Nóbrega, na cidade de Patos, no sertão paraibano.
No ano de 2016 foram ao menos 372 mortes em presídios. Por outro lado, até o dia 6 de janeiro de 2016 já houve a morte de 95 detentos, número que representa cerca de 25% do total de mortes do ano passado








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