Lavouras de soja em Goiás sofrem com o clima e já registra ferrugem asiática
- Estadão Goiano
- 12 de jan. de 2017
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As chuvas abaixo da média esperada para o fim do mês de dezembro e o início do mês janeiro e as altas temperaturas nos últimos dias já ocasionaram perdas pontuais nas lavouras de soja em alguns municípios goianos. No entanto, segundo a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Goiás (Aprosoja-GO), a situação até o momento não gerou impactos significativos na produção oleaginosa.
"É importante salientar que não tivemos uma falta geral de chuvas, mas sim uma irregularidade maior e volumes menores que no início da safra, com chuvas ocorrendo de forma bastante esparsa", esclarece o consultor técnico da Aprosoja-GO, Cristiano Palavro. "Portanto, enquanto algumas lavouras estão ainda em condições excelentes, outras tiveram problemas mais graves."
A previsão meteorológica para esta semana indica o retorno de chuvas regulares e mais bem distribuídas nas áreas produtoras, o que deve limitar efeitos negativos no desenvolvimento das plantações. Volumes maiores são previstos no Centro-Sul goiano.
O primeiro foco de ferrugem asiática desta safra foi identificado em uma área comercial da Universidade Federal de Goiás (UFG) no município de Jataí. No município de Rio Verde, na mesma microrregião, o laboratório de Fitopatologia do Sindicato Rural não encontrou amostras positivas para o fungo phakopsora pachyrhizi, causador da ferrugem, nas mais de 1.100 folhas já analisadas.
Mesmo assim, o caso confirmado em Jataí indica que a doença está presente em lavouras goianas, fato que acende o sinal de alerta. "A recomendação é que o produtor rural não retarde e não estenda os intervalos entre as aplicações de fungicidas", explica o fitopatologista Hércules Campos, do Sindicato Rural de Rio Verde.








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