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Em Caldas Novas mulheres são presas por suspeita de cárcere privado em clínica de reabilitação

  • Foto do escritor: Estadão Goiano
    Estadão Goiano
  • 24 de jan. de 2017
  • 2 min de leitura

Duas mulheres foram presas suspeitas de manter internas de uma clínica de reabilitação clandestina em cárcere privado, em Caldas Novas, no sul de Goiás. A polícia chegou até o local após uma paciente morrer dentro da unidade. Mulheres entre 15 e 87 anos, algumas com problemas psiquiátricos, ficavam trancadas dentro dos quartos.

A investigação começou na segunda-feira (23), depois que uma mulher de 35 anos morreu enquanto estava trancada no quarto e amarrada a uma cama. As pacientes que também estavam no cômodo contaram à polícia que chegaram a gritar e pedir socorro, mas nenhum funcionário foi prestar assistência.

“A vítima é de Brasília e tinha sido internada no último dia 21. Ela não tinha problemas com drogas, mas o relatório médico dela mostra que ela tinha esquizofrenia e bipolaridade e tomava medicação. Porém, além disso, uma das mulheres presas, que é coordenadora do local, também deu uma mistura de vários remédios para acalmar a paciente, o que pode ter causado a morte”, disse delegada Sabrina Leles, responsável pelo caso.

As funcionárias presas chegaram a chamar o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), mas a paciente já estava morta. Os médicos disseram à polícia que, durante o atendimento, as demais mulheres que estavam no local pediram socorro e disseram que eram mantidas em cárcere privado.

“Quando chegamos ao local, as mulheres estavam todas trancadas nos quartos. As malas delas estavam todas etiquetadas e em outro local, então elas não tinham acesso a nada. Eram obrigadas a fazer a limpeza do local, cozinhar”, contou a delegada.

A investigadora contou ainda que as famílias deixavam os parentes no local acreditando que seriam bem tratados. A mensalidade variava de R$ 1,2 mil a R$ 1,4 mil. A área externa da clínica, segundo a delegada era bem cuidada, com gramado, área de convivência e até campo de futebol.

Entretanto, o local não tinha alvará da Vigilância Sanitária e os profissionais não tinham nenhuma formação na área de Saúde. “Uma das presas, a coordenadora administrativa, responsável por dar a medicação à mulher que morreu, é ex-presidiária, saiu há pouco tempo da prisão, onde respondia pelo crime de tráfico de drogas”, contou a delegada.

A funcionária e a coordenadora da unidade que foram presas vão ser indiciadas por cárcere privado e, no decorrer das investigações, podem responder também por homicídio. O dono da clínica e outra coordenadora estão foragidos. A polícia ainda vai investigar a psicóloga e a psiquiatra que prestavam serviços no local.

As internas que eram mantidas em cárcere privado estão sendo entregues às famílias.

 
 
 

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