Motorista de ônibus alega que versões apresentadas pelo indígena não são verdadeiras.
- Estadão Goiano
- 8 de fev. de 2017
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Ontem (07), um indígena da tribo Xavante, chamado Sancler Towara Tsorote, que viajava de Belo Horizonte para Goiânia, procurou a PRF de Morrinhos, na BR 153, relatando ter sido abandonado às margens da rodovia. Disse que teria caminhado 9 quilômetros a pé até chegar no posto da PRF, que o acolheu, alimentando-o e o conduzindo até a delegacia de polícia civil para prestar depoimento. Ele alegava ter sido vítima de preconceito.
Ocorre que ainda ontem, por volta de 19h, a PRF conseguiu contato com o motorista do citado ônibus, que retornou ao posto policial. Ele alegou que assumiu a condução do veículo em Uberlândia, cidade onde reside, às 3h20 da manhã de ontem. Disse que, após iniciar seu trabalho, realizou a contagem dos passageiros, como de rotina, e, por estar tudo certo, seguiu viagem.
Horas mais tarde, às 06h da manhã, como de costume, foi realizada a parada para o lanche, em um posto de combustível localizado às margens da BR 153, em Goiatuba. Ao final dessa parada, às 06h30, todos os passageiros embarcaram quando o motorista teria sido procurado pelo indígena que o informara que gostaria de descer do ônibus. Diante de tal pedido, o motorista teria solicitado a presença de algumas testemunhas, para que se resguardasse, entretanto, o índio desistiu do pedido, quando ingressou no ônibus e seguiram viagem para Goiânia.
Segundo o motorista, após percorrer aproximadamente 5 km o indígena começou a se debater e a incomodar diversos passageiros e que, ao aproximar-se de Morrinhos, ele começou a implorar para descer. Que o motorista pediu para que aguardasse, pois o deixaria no posto da PRF, entretanto, como o indígena estava em uma forte discussão com um outro passageiro, ele optou por parar o ônibus no trevo de acesso a Morrinhos, quando o passageiro Sancler desceu, pegou um objeto o lançou no ônibus, sem causar danos.
A PRF entrou em contato com a Polícia Civil que informou que não havia delegado plantonista e que o motorista se apresentará espontaneamente no dia de hoje, quando será colhido seu depoimento para a elucidação do caso. A documentação confeccionada pela PRF foi encaminhada para a Polícia Civil.
O motorista alega que foram feitos alguns vídeos que comprovam sua versão e ficou de disponibilizá-los à PRF. Contudo, ainda não o fez. Assim que tivermos acesso, enviaremos para a imprensa.
Com informações da Assessoria de Imprensa PRF.








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