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Em Goiás, MP investiga irregularidades no concurso para delegado substituto.

  • Foto do escritor: Estadão Goiano
    Estadão Goiano
  • 11 de mar. de 2017
  • 2 min de leitura

O Ministério Público de Goiás (MP-GO) investiga denúncias de irregularidades nas notas dos candidatos que realizaram a primeira fase do concurso para delegado substituto da Polícia Civil. O processo seletivo conta com 36 vagas com salário de R$ 15.250,02.

A promotora de Justiça Leila Maria de Oliveira é a responsável por instaurar o inquérito civil público. Candidatos questionam o fato de um dos primeiros colocados no resultado ter suposto envolvimento em crimes contra a administração.

De acordo com Leila Maria, concorrentes também procuraram o MP-GO para questionar a alta quantidade de notas superiores a 90 pontos. Para eles, este resultado causa estranheza pelo fato de se tratar de uma prova de grande dificuldade, em que cada questão errada provocava a perda de 0,25 pontos em relação à nota final.

Segundo a promotora, ela vai intimar um denunciante para prestar depoimento. Também está prevista uma reunião com o Centro Brasileiro de Pesquisa em Avaliação e Seleção e de Promoção de Eventos (Cebraspe), organizadora do evento. Ela também intimou um reclamante para coleta de informações.

Os candidatos também questionam o fato de um dos primeiros colocados ter suposto envolvimento em crimes contra a administração. Também está prevista uma reunião com o Cebraspe, que é a banca realizadora do concurso.

O Cebraspe informou, por meio de nota que "ainda não foi notificado sobre a demanda mencionada". Ainda conforme o texto, o órgão "esclarece que, caso seja constatado processo ilícito em qualquer seleção sob responsabilidade deste Centro, a qualquer tempo, será aplicada penalidade cabível para este tipo de situação, conforme regras editalícias que regem os eventos".


Por e-mail, a Secretaria Estadual de Gestão e Planejamento (Segplan) não se pronunciou sobre as denúncias. A Segplan divulgou o edital do concurso em novembro de 2016. O processo seletivo é composto por oito etapas: provas objetivas, provas discursivas, avaliação médica, avaliação de aptidão física, exame psicotécnico, avaliação de vida pregressa e investigação social, curso de formação profissional e avaliação de títulos.

Os concorrentes precisam ter diploma de curso superior de bacharel em direito. A jornada é de 40 horas semanais e exige disponibilidade para viagens.

O prazo de validade do concurso é de seis meses a partir da data de publicação da homologação do resultado final, podendo ser prorrogado por igual período.

Fonte: Paula Resende do G1, Goiás.

 
 
 

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