Armadilha para monitorar e combater o Aedes aegypti é testado em Morrinhos e outros municípios.
- Estadão Goiano
- 2 de abr. de 2017
- 2 min de leitura

A Secretaria de Estado da Saúde de Goiás (SES) começou a usar uma espécie de armadilha para monitorar e combater o mosquito Aedes aegypti. O dispositivo, que foi apresentado durante uma coletiva de imprensa, na manhã desta sexta-feira (31), consiste em um criadouro com água que atrai o mosquito para dentro de uma tela de proteção. Uma vez lá dentro, o inseto é impedido de sair. O equipamento está em teste em cinco municípios goianos desde o início do ano.
A armadilha se trata de um projeto de pesquisa técnica feita pela secretaria. As cidades que estão em teste são Mineiros, Morrinhos, Nerópolis, Porangatu e Posse. Os dispositivos foram instalados com uma distância de três a cinco quarteirões entre eles. Apenas profissionais capacitados pela SES podem manusear o equipamento.
De acordo com o coordenador de Vigilância, Controle Ambiental e de Vetores da Superintendência de Vigilância em Saúde (Suvisa), Marcello Rosa, o objetivo da armadilha é saber se a região onde o dispositivo foi instalado tem o mosquito e qual é a densidade dele.
"As armadilhas já foram instaladas nos municípios estudados e estamos conseguindo ver as estatísticas, por bairro. Desta forma, saberemos onde e como devemos agir. É uma pesquisa que veremos resultados a médio prazo, mas tem um custo-benefício muito bom, já que o investimento feito para instalar em todo o estado seria de 3,5 milhões e elas tem uma durabilidade de dez anos", explica.
Segundo o coordenador, a proposta de fazer uma pesquisa com armadilha é que, a longo prazo, o estado tenha condições de mensurar os focos de infestação de mosquito semanalmente, ao invés de mensal ou trimestral. “Com o dado semanal, você consegue identificar, no município, qual é o percentual de infestação por áreas de risco e você consegue fazer uma intervenção de forma mais bem-sucedida, em relação aos lugares que tem alta densidade de mosquito”, disse.
Rosa explica que a pesquisa está sendo desenvolvida em municípios dispersos no estado e que, com o teste, a SES terá capacidade de saber, de forma antecipada, mensurar os índices de infestação de risco antes que as pessoas adoeçam.

“Hoje, as pessoas, normalmente, desenvolvem trabalhos de manejo ambiental e outros casos, com base em casos de pessoas que adoeceram, mas a proposta da secretaria é, com essa pesquisa, identificar as áreas de risco e fazer a antecipação dos casos, ou seja, fazer um ataque a áreas de risco, sem a necessidade quem alguém adoeça”, relata o coordenador.
Ele lembra que o projeto, que custou R$ 40 mil à SES, partiu de uma ideia importada do Paraná, que já faz uso destes equipamentos há dez anos. “Existem outas pesquisas semelhantes a estas. É um projeto de sucesso lá, que já está há mais de dez anos que eles utilizam com bastante sucesso”, analisa. Dados das doenças :Na coletiva, também foram divulgados os números de casos confirmados da dengue, zika e chicungunya neste ano. Segundo a secretaria, nestes três primeiros meses, foram registrados 21 mil casos de dengue e isso representa uma diminuição de 75%, comparado ao mesmo período de 2016, quando foram registrados cerca de 80 mil.
Já os casos de chicungunya, são 7 confirmados neste ano e zika, 201. A secretaria não divulgou os dados do ano passado e não fez o comparativo.
Fonte: G1,Globo.








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