Cai número de homicídios contra mulheres, mas registros de feminicídios aumentam em Goiás.
- Estadão Goiano
- 8 de mar. de 2019
- 2 min de leitura

Nesta sexta-feira (8), Dia Internacional da Mulher, o G1 divulgou resultados do Monitor da Violência que indicam os números de assassinatos de mulheres em 2017 e 2018. O levantamento mostra que a quantidade de homicídios contra elas caiu 18% em Goiás. No entanto, os registros de feminicídio - casos em que mulheres foram mortas em crimes de ódio motivados pela condição de gênero - aumentaram em 22,5%.
O secretário de Secretaria de Segurança Pública de Goiás (SSP), Rodney Rocha Miranda, disse que o órgão tem planos para unir iniciativas com outras secretarias para agilizar ainda mais as denúncias e trabalhar uma “mudança de cultura”. Segundo ele, para que os números de feminicídio caiam “é preciso ter uma ampla interlocução com a sociedade civil”.
O levantamento faz parte do Monitor da Violência, uma parceria do G1 com o Núcleo de Estudos da Violência da USP e o Fórum Brasileiro de Segurança Pública. No país, uma mulher é morta a cada duas horas.
O feminicídio é crime previsto no Código Penal desde 2015 com pena de reclusão de 12 a 30 anos. Nestes casos, o criminoso que se sente dono da mulher e, normalmente, dá como desculpa ciúmes, traição e dificuldades com a separação. Segundo o levantamento, em Goiás, foram registrados 31 casos desse tipo de crime em 2017 e 38 no ano seguinte.
Já os outros tipos de homicídios dolosos – quando o autor assumiu o risco ou teve a intenção de matar, independente do sexo – contra mulheres passaram de 166 para 136 no mesmo período.
Casos emblemáticos
Dentre os feminicídios registrados nos últimos dois anos, um dos que marcaram foi o de Tamires Paula de Almeida, de 14 anos. Ela foi morta no dia 23 de agosto de 2017 a facadas por um vizinho que, logo após cometer o ato infracional, foi até a escola onde os dois estudavam e confessou a autoria para o coordenador.
Outro caso foi a morte de Mônica Gonzaga Bentavinne, de 22 anos. Ela foi baleada na cabeça durante uma briga com o namorado. Informalmente, o rapaz disse à polícia que queria ver o celular da moça, mas ela não deixou. A vítima foi uma das quatro mulheres mortas em 48h em Goiás em setembro de 2018.








Comentários