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Policial civil está entre os presos suspeitos de tráfico de armas de grosso calibre em Goiás.

  • Foto do escritor: Estadão Goiano
    Estadão Goiano
  • 11 de mar. de 2019
  • 2 min de leitura

Um policial civil está entre os presos em flagrante por suspeita de tráfico de armas de grosso calibre em Goiás. O caso está sendo apurado pela Corregedoria Geral da corporação, que informou que ele está afastado das atividades desde 2015, quando foi denunciado por envolvimento com tráfico de drogas.

O policial foi identificado como Marcos Vinicius Pereira Lima. A reportagem entrou em contato, por telefone e mensagem, às 11h desta segunda-feira (11), com um advogado que já o representou em outro processo para saber se ele segue fazendo a defesa do agente e aguarda retorno.

No dia 8 de março, o Grupo de Radiopatrulha Aérea (Graer) da Polícia Militar apreendeu 12 armas, dezenas de munições, entre elas uma antiaérea – capaz de derrubar um helicóptero – e vários aparelhos de rádio em um apartamento no setor Alto da Glória, em Goiânia.

A delegada Marcella Orçai, da assessoria de comunicação da Polícia Civil, disse que o processo na Corregedoria Geral corre em sigilo.

Tráfico de armas de grosso calibre

Uma equipe do Graer apreendeu armas e munições em um apartamento no Setor Alto da Glória na sexta-feira (8). De acordo com o tenente Vinícius Nunes, a ação ocorreu após a equipe abordar um homem que vendia a outro um fuzil em Terezópolis de Goiás, no centro goiano. Os dois flagrados e mais dois suspeitos de participar do comércio foram presos e encaminhados à Central de Flagrantes.

“Tinha acabado de acontecer uma transação comercial. Com esse indivíduo [que estava vendendo o fuzil] também encontramos uma pistola de calibre 9 milímetros, que é de uso restrito. Com essa abordagem chegamos à residência e encontramos esse arsenal”, afirmou na ocasião.

Ainda conforme o tenente, a maioria das armas achadas no local são de uso restrito. Entre elas, um fuzil calibre 556, fabricado nos EUA e que é de uso restrito às Forças Armadas e uma granada “Apreendemos [...] rifles, armas curtas, longas e a maioria de calibre restrito. [...]O Graer também apreendeu essa grande quantidade de comunicadores de uso restrito. A venda deles é feita pela Anatel e, com esse equipamento, conseguem entrar nas nossas faixas [para ouvir a frequência da policia]”, declarou no dia da operação.

Tráfico de drogas

Em outubro de 2014, as polícias Civil e Militar, a Força Nacional e o Ministério Público de Goiás (MP-GO) deflagraram a Operação Malavita. De acordo com o MP-GO, durante a apuração, foi possível identificar o envolvimento de policiais civis e militares com o tráfico de drogas em Anápolis.

Ainda de acordo com o órgão, em razão da disputa por espaço para a venda de entorpecentes, os agentes públicos cometeram crimes como homicídios, extorsão e sequestros no município.

Na época, foram cumpridos 20 mandados de busca e apreensão e de prisão. Entre os alvos da operação estava o policial Marcos Vinícius Pereira Lima, acusado de usurpação de função pública qualificada, concussão e peculato.

 
 
 

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