Vigilante acusado de matar porteiro após briga por bola de papel é preso, em Itumbiara.
- Estadão Goiano
- 29 de mai. de 2019
- 2 min de leitura

O vigilante Wallas Gomes de Lima, acusado da morte de um porteiro após uma briga por causa de uma bola de papel, foi preso nesta quarta-feira (29) ao se apresentar na delegacia, em Itumbiara, no sul de Goiás. A defesa dele disse que o crime aconteceu porque o homem era ameaçado de morte pela vítima.
O crime aconteceu no dia 13 de outubro de 2018 e foi registrado por câmeras de segurança. O porteiro Guilherme Alves Pereira, de 22 anos, vai até o carro e, ao voltar, é rendido pelo vigilante. O rapaz chega a levantar os braços. Na sequência é atingido por um tiro na cabeça e, mesmo caído, é alvejado mais duas vezes.
A Justiça decretou a prisão preventiva do vigilante no dia seguinte ao crime. Porém, ele estava foragido deste então.
“O Wallas me procurou querendo se entregar para dar sua versão, porque a acusação demonstrou só um lado. Ele estava sendo ameaçado de morte pelo Guilherme, viu a vítima ligando para outras pessoas para elas acertarem as contas com o Wallas quando saísse do trabalho e estivesse desarmado”, disse a advogada Valéria Cristina dos Santos Mamede.
Ela explicou ainda que os dois era amigos, mas tiveram uma discussão porque a vítima começou a levar droga no carro. Com isso, Wallas avisou aos superiores e pediu para que o horário deles fosse trocado, o que não aconteceu.
“Ele nunca respondeu a nenhum processo e os fatos não aconteceram como narrado na denúncia e isso será provado. O vídeo divulgado é chocante, mas antes daquilo teve toda uma outra situação que não foi falada e o Wallas vai contar agora durante o processo de instrução na Justiça”, completou a delegada.
O vigilante foi levado para o presídio de Itumbiara. A advogada disse que já há um pedido de habeas corpus no Superior Tribunal de Justiça, mas que ainda não foi analisado.
Homicídio duplamente qualificado
O Ministério Público denunciou Wallas no dia 30 de janeiro por homicídio com dois agravantes: recurso que impossibilitou a defesa da vítima e motivo fútil.
"Eles se desentenderam na madrugada daquele dia simplesmente porque uma bola de papel caiu ou foi atirada ao chão pelo Wallas e a vítima o pediu que catasse e jogasse no lixo", disse o promotor de Justiça Arquimedes Queiroz Barbosa.








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