top of page

Em Morrinhos, adolescente deve ser indenizada após ser atingida por moto em evento de motocross.

  • Foto do escritor: Estadão Goiano
    Estadão Goiano
  • 4 de jun. de 2019
  • 2 min de leitura

A estudante Bruna Fernandes Silva, de 16 anos, teve um corte profundo na perna ao ser atingida por uma motocicleta durante uma corrida de motocross, em Morrinhos, no sul de Goiás. Segundo ela, o acidente aconteceu enquanto ela trabalhava de “bandeirinha” no evento, que a contratou sem autorização dos pais. Por causa do machucado, ela disse que precisou ficar quatro dias internada e a família contabiliza R$ 3,5 mil gastos com remédios e consultas.

A Prefeitura de Morrinhos disse que contratou a Federação Goiana de Motocross para realizar o evento e que vem obedecendo uma decisão da Justiça que bloqueou os R$ 28 mil que seriam pagos à organização pela realização da corrida. Segundo eles, a decisão determina que esse valor seja direcionado para a Bruna à medida que ela precisar.

A organização do evento disse que “todas as providências médicas foram cumpridas”. Segundo eles, foi dada assistência necessária “tanto na pista e posteriormente nas unidades hospitalares, onde há e haverá acompanhamento até o seu reestabelecimento”. Eles finalizam dizendo que “providências e questões jurídicas estão em andamento”.

O acidente aconteceu no último dia 18 de maio. Bruna mora com a mãe, Leandra Aparecida da Silva, em uma fazenda a 18 km da cidade e está ficando, desde então, na casa da irmã, na cidade, para poder ir às consultas e fazer o tratamento pedido pelos médicos. Por causa disso, ela não está podendo ir às aulas e mãe pediu licença na chácara onde trabalha para cuidar da filha.

“Tive que tirar dinheiro de onde não pude para pagar o hospital pra ela, medicação, comprar o que precisava. Está sendo muito difícil. [...]O que me deixou indignada foi a falta de consideração com a minha filha. Não me deram assistência nenhuma”, reclamou.

Bruna disse que lembra que quis trabalhar no evento para fazer uma renda extra de R$ 240 pelos três dias de corrida – entre 17 e 19 de maio. Ao ser contratada, ela conta que só deu o nome e o CPF.

“[Pediram autorização dos pais?] Não, nenhuma. Só pediram pra gente levar o CPF que eles só escreveram lá e a gente assinou em baixo”, contou.

 
 
 

Comentários


bottom of page