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ECONOMIA Estados estudam congelamento nacional do ICMS dos Combustíveis

  • Foto do escritor: Estadão Goiano
    Estadão Goiano
  • 28 de out. de 2021
  • 1 min de leitura

Tributo cobrado pelos estados tem sido o grande vilão para a alta nos preços dos combustíveis nos últimos meses.


Governadores de todo o país estão se articulando para um congelamento nacional do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) que incide sobre os combustíveis. O tributo tem sido apontado com um dos grandes culpados pela alta recente nas cotações desses produtos.


De acordo com informações, o plano é congelar a alíquota estadual por 90 dias, no preço final, após cada reajuste anunciado pela Petrobras.


Segundo o secretário da Fazenda do Rio Grande do Sul, Marco Aurélio Cardoso, a discussão surgiu após um “chamamento” do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG). Contudo, Cardoso afirma que o imposto não é responsável pelo aumento significativo nos preços dos combustíveis.


“Parece ser um método que vem se adotando em algumas discussões por parte do governo federal. Se pega um problema que é verdadeiro e se associa a ele uma discussão e uma proposta de solução falsa, que não resolve o problema, mas procura culpados. O ICMS não tem absolutamente nada a ver com a inflação do combustível”, disse o secretário.


Ele antecipa que data de corte será definida durante a assinatura do convênio, mas provavelmente será entre em novembro e janeiro. Após os 90 dias, as regras antigas voltam a valer.


O assunto vem sendo debatido com cautela, já que os governadores querem apresentar uma proposta robusta à Petrobras. O objetivo é sinalizar que os estados estão dispostos a fazer sua parte para abaixar os valores nas bombas.

 
 
 

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