Goianos voltam a formar filas dormir na porta de agências da Caixa em busca do auxílio emergencial.

Dois dias depois do presidente da Caixa Econômica Federal, Pedro Guimarães, dizer que sentiu uma "grande melhora" no que diz respeito às filas para o saque do auxílio emergencial, agências de Goiás voltaram a registrar aglomerações de pessoas em busca do benefício nesta segunda-feira (4). Em alguns casos, goianos passaram a noite em frente aos bancos para tentar retirar o dinheiro. As filas seguem gigantescas.
A partir desta segunda-feira, todas as agências da Caixa do país abriram 2 horas mais cedo - o expediente será das 8h às 14h - justamente para tentar atender à demanda do auxílio emergencial.
Porém, o que ocorreu, novamente, foi uma corrida às agências. Em Trindade, na Região Metropolitana da Goiânia, algumas pessoas chegaram no local às 19h de domingo (3) e passaram a noite na porta. Eles levaram cobertores para forrar o chão e cadeiras.
Já em Aparecida de Goiânia, também na Região Metropolitana, as filas se perdiam de vista. No Setor Garavelo, a junção de pessoas dobrou ao menos dois quarteirões. Muitas pessoas não respeitavam as regras de distanciamento social e não usavam máscaras para evitar a contaminação por coronavírus.
Mudanças e falhas
No sábado (2), quando mais de 900 agências abriram em todo país, o presidente da Caixa concedeu entrevista exclusiva à TV Anhanguera, em Goiânia. Ele afirmou que todas as pessoas que têm direito, receberão o benefício.
"O que a gente tem para dizer é o seguinte: nós da Caixa Econômica Federal, o banco de todos os brasileiros, vamos pagar todas as pessoas", afirmou.
Ele também afirmou que, apesar das oscilações no aplicativo, a situação melhorou e que deve estipular novas datas de pagamento para que beneficiários do Bolsa-Família e clientes com contas digitais recebam o dinheiro períodos diferentes para evitar aglomerações e demora excessiva.
"A gente melhorou. Inclusive, hoje, está funcionando com os funcionários e nós estamos ajudando. Tem uma parcela grande da população, 30 milhões de brasileiros que nunca tinham utilizado [a internet]. Parte é porque as pessoas estão apreendendo e parte, sim, sem dúvida nenhuma, é porque tem que melhorar. Estamos focados, temos mais de 30 mil funcionários e hoje foi o melhor dia. Queremos sempre ouvir as dicas e queremos melhorar", avaliou.
Para tentar evitar novas filas e aglomerações, o presidente da Caixa afirmou que não devem ser colocados na mesma data de pagamento beneficiários do Bolsa-Família e clientes que abriram conta digital para receber o dinheiro.
"Ficou claro que ter as pessoas que recebem no Bolsa-Família, que recebem nos dez últimos dias do mês, há mais de dez anos, junto com quem tem a conta digital, 30 milhões de brasileiros, não dá para misturar", esclarece.
"A partir do momento que este primeiro pagamento tenha sido feito com sucesso, nós entendemos e esperamos que o segundo e o terceiro pagamento sejam feitos de uma maneira menos traumática", completou.








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